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A história de um Salém muito especial: o meu

14/06/2026

Eu já aviso que esse texto será sobre luto e resgate de animais abandonados, logo, obviamente, teremos momentos tristes por aqui, e não vou ficar me polindo. Se forem temas delicados, leitor, se retire, está tudo bem em se retirar.

Estive ensaiando um texto desde 28 de Maio, mais conhecido como o dia do aniversário do meu blog. Sim, esse blog! E eu ainda pretendo postar o que estava escrevendo, embora ache que algumas coisas não se apliquem mais.

Quase ninguém sabe, porque não fiz grande alarde sobre isso, mas, em Setembro do ano passado, eu perdi o Pitchuco, nosso gato desde 2016. Foi um momento muito pesado para nós, embora a gente já soubesse que a saúde dele esteve frágil nos últimos meses. Um resfriado virava um auê gigantesco, qualquer coisa deixava ele muito abatido, e não sabíamos exatamente o que estava acontecendo. Achávamos que era a idade e o histórico dele com outros tratamentos, como o da esporotricose, que ele teve ainda jovenzinho.

Enquanto ele ainda era vivo, porém, um gatinho preto vivia circulando pelas ruas e deitando na sombra do portão da nossa casa. Ele era bonzinho, mas não tínhamos como colocar ele para dentro ainda, até mesmo porque ele tinha dona, então dávamos comida, carinho, brincadeira, e devolvíamos, mesmo de coração partido. A gente às vezes até separava quando outros gatos iam brigar com ele, porque ele era tão pequeno e bobo, era covardia bater nele, sabe?

Nekomura Iroha, mais que uma personagem para mim

16/05/2026
Colagem com várias imagens oficiais e/ou promocionais da personagem Nekomura Iroha. Ela possui cabelo laranja em um rabo de cavalo alto, pele clara, olhos castanhos e usa roupas com decoração da Hello Kitty.

Vou começar esse texto com um “quem me conhece, sabe”, e dizer: se você me acompanha desde o início, ou realmente me conhece, sabe que eu tive minha fase Vocaloid. E ela foi bem, bem importante para mim. Irritantemente, fui meio que obrigada a largá-la, afinal, quem me conhece também sabe que eu fui vítima de bullying quando pré-adolescente, exatamente por ser a otaku esquisita da turma.

Assim como quase todo mundo, eu comecei adorando a Hatsune Miku, depois fui conhecendo os demais, e me apaixonei por uma Vocaloid com temática de Hello Kitty, chamada Nekomura Iroha. A voz grave, o visual mais fofo, e uma quantidade de fãs bem pequena, mas dedicada, era tudo o que eu precisava naquele momento.

E, essa semana, no dia 14 de Maio, ela fez aniversário! Por isso que quero contar essa história, do motivo pelo qual essa menininha ruiva da voz profunda é tão importante para mim.

Minha retrospectiva de 2025

24/01/2026
Imagem do álbum BBUU!, do grupo musical PLAVE. Nela, os cantores aparecem em versões chibi, estilizados, e cada um deles está acompanhado por um personagem da Sanrio. Eles estão vestindo pijamas fofinhos em tons pastéis, e estão voando pelo céu noturno. Da esquerda para a direita, cima para baixo: Eunho, com a Kuromi; Noah, com o Pompompurin; Bamby, com a My Melody; Yejun, com o Cinnamonroll; e Hamin, com Pochacco.

Precisei incluir a capa da música mais fofa que ouvi em 2025: BBUU!

Fonte: Twitter oficial do PLAVE

Eu comecei esse texto um pouco antes de começar Dezembro. Agora que 2025 está para lá de encerrado, consigo falar sobre várias coisas com mais sentimento de conclusão que antes.

Em resumo: que ano, família. Geralmente, sinto que meus doze meses são muito mais do mesmo, que acontece uma coisa só do começo ao fim, mas esses foram exceção. Tanta coisa aconteceu que eu nem sei por onde começar!

Na virada para 2025, não havia escrito metas, pois não queria me sentir pressionada a fazer nada, mas tinha alguns objetivos, que eram me formar na faculdade, mudar de carreira e focar um pouco na minha saúde. Tô feliz de dizer que consegui as três coisas e que, ao menos, pude encerrar esse ano um pouquinho mais satisfeita que o normal.

Óbvio que tive coisas além dessas três grandes vitórias, tanto boas, quanto ruins (infelizmente a gente não ganha sempre), e decidi fazer uma retrospectiva parecida com a que fiz para 2021, marcando os maiores destaques.

Minha jornada combatendo o apodrecimento cerebral

08/09/2025
Colagem de um cérebro estilizado em tons de lilás e rosa dentro de uma moldura de publicação do Instagram, feita pelo usuário 'getalife!!!'. A descrição da publicação é 'stop scrolling...' e foi curtida por 'your.brain' e seus neurônios. Por trás da moldura, está um texto em binário.
Colagem feita por mim

Muito se falou há uns meses no quanto 2024 foi o ano do derretimento e apodrecimento dos nossos cérebros, o famoso brain rotting, graças ao uso intensivo de meios digitais e consumo de conteúdos rápidos, bobos, que não precisam de grandes raciocínios para entender.

Isso já é um tópico que falei há anos aqui no blog (será que sou monotemática?), e, a cada mês que se passa, percebo que é difícil fugir, e, agora com o avanço da IA, temos o que chamam de AI slop, conteúdos preguiçosos gerados sem intervenção humana ou capricho.

Confesso que, embora eu tenha criticado esse uso indiscriminado das redes e a maneira com que elas são parte crucial da vida de muita gente, foi só no ano passado que fui tomar medidas drásticas para reduzir meu uso delas, com temporizadores e muito autocontrole. O que significa que havia todo um estrago de anos anteriores para consertar.

Digo estrago, pois tinha o costume de salvar conteúdos quase que compulsivamente. Pensava que, como ia ter tempo livre quando me formasse, poderia guardar quase tudo para assistir mais tarde, ler mais tarde, consumir mais tarde. E, bem, agora que praticamente já não acumulo mais coisas, decidi passar pelas que estavam guardadas, organizar, e, principalmente, entender um pouco mais sobre mim.

Ou seja, essa é minha história combatendo o apodrecimento cerebral e lidando com mais de mil e setecentos vídeos na lista para assistir mais tarde, mais de mil favoritos no navegador, quase 5 mil pins bagunçados no Pinterest, e sabe-se lá quantos salvos no Instagram, sendo a maioria os terríveis vídeos curtos.

Aconteceu muita coisa em 2024

01/06/2025
Colagem de uma foto de um ursinho de pelúcia num fundo florido, com a frase "É necessário ter coragem para ser vulnerável" escrita em inglês ao lado.

Nossa. E põe coisa, nisso.

Eu fiz vários rascunhos para falar de 2024. Foi um ano que começou me dando tantas esperanças, que nunca pensei que quase me perderia no final dele. Não imaginei que encararia uma sobrecarga gerada pela soma (ingrata, devo dizer) de trabalho e faculdade, que teria uma crise de estresse, que perderia amizades, que enfrentaria o luto, que me olharia no espelho e perguntaria Beatriz, que droga você está fazendo? com muita, muita frequência.

O ano não foi de todo ruim, mas foram poucas as coisas que eu, de fato, consegui fazer. Os três primeiros meses foram bons: consegui minha efetivação no trabalho, comecei a procurar locais (online ou não) confortáveis e hábitos melhores, e estava com tudo organizado para puxar as matérias certas do curso para me formar. Infelizmente, não consegui me formar, o que me deixou bem triste. Estudar e trabalhar ao mesmo tempo exige demais, principalmente porque, no meu caso, é tudo no computador. Meu tempo de tela chegou a passar de 12 horas por dias seguidos, e nem preciso dizer o quanto eu estava ficando maluca com isso.

A pior sensação da faculdade em 2024 foi a que, mesmo que eu passasse horas estudando, ia cair uma questão mal formulada valendo cinco pontos e acabaria errando. E isso aconteceu várias vezes, tanto que infelizmente reprovei duas matérias no primeiro semestre, mesmo com todo o sacrifício. Além disso, tentei começar o TCC, mas tive um orientador horrível. Ainda bem que desisti e deixei para este ano (mas aí é spoiler!)

6 anos de blog: e agora?

28/05/2024
Fonte: averyota

Oi, gente. Já faz… um ano?

Bem, em primeiro lugar, parabéns para o blog! Ele fez 6 anos hoje… quanto tempo! Eu falei um pouco do passado no meu texto de 10 anos de blogosfera, então não vou me repetir aqui, mas é um marco importante para mim.

Agora sim: onde eu estive neste ano afastada do blog? (Spoiler: virtualmente, em lugar nenhum)

Estar trabalhando, agora como CLT, e, ao mesmo tempo, estar na faculdade, é algo exaustivo para dizer o mínimo. Tenho estudado aos sábados e domingos para compensar o que não consigo aprender durante a semana e, claro, tempo tem faltado para muita coisa.

Como aluna de tecnologia e trabalhando em um ramo levemente relacionado à minha graduação, claro que fico com a cara no computador com muita frequência. Se antes, ficar aqui, sentadinha, escrevendo, desenvolvendo coisas ou assistindo algo, era uma diversão, agora, é meu ganha-pão, e isso obviamente muda muito a dinâmica das coisas. Tanto com os meus passatempos como com o que eu acreditava que seria o mercado de trabalho.

Sobre crescer e as dores (metafóricas e literais)

07/08/2023
Animação ilustrada de uma moça sentada em um pilar, usando um vestido florido que deixa suas costas à mostra. De sua coluna, saem plantas, que crescem lentamente.
Fonte: patternbomber

Nunca foi segredo que a crise dos 20 anos estava batendo na minha porta antes mesmo dos 20 anos chegarem. Na verdade, desde que saí do Ensino Médio, eu tenho estado nesse limbo onde não tinha 100% de certeza de nada do que estava fazendo, apenas sabia que queria fazer alguma coisa. Difíceis dilemas para uma cabecinha como a minha.

Algumas coisas funcionaram: em 2021, consegui entrar na faculdade, e, esse ano, virei estagiária de Marketing, mas não antes de ter sofrido um incidente horrível com a chuva, onde, em poucas horas, perdemos o que levamos anos para conseguir. Ainda é um assunto bem delicado para mim, pois as feridas físicas já cicatrizaram, mas as psicológicas ainda estão bem frescas. Dá um orgulho de ter conseguido um trabalho numa área que gosto, e pretendo falar mais disso no futuro, mas é estranho como ficou "atrelado" a algo tão pesado em minha vida.

Desde então, com o semestre caótico na faculdade, início de estágio e a cabeça totalmente fora do lugar, descanso era raro e, geralmente, tomado com muita culpa. Acho que já tá meio clichê nesse blog o quanto que, quando as coisas apertam, as primeiras partes da minha vida a serem jogadas pelo ralo são as de lazer. Meu post de fim de ano de 2021 falava exatamente sobre isso; o de 2022, sobre tentar evitar a exaustão; e cá estou, em 2023, no mesmo dilema. Será que eu cresci de lá para cá?

Coisas diferentes que fiz em 2022

31/12/2022

Vou ser honesta: em 2022 eu fui quase 100% propriedade da UFF e do Cederj e fui mais aluna que ser humano. Quase não li, quase não escrevi e o pouco que fiz, pode ser separado em dois extremos: coisas muito boas ou coisas muito frustrantes.

Foram mais conquistas acadêmicas que pessoais, e, certamente, muita coisa deu uma saída dos trilhos nesse ano. Em 2021, escrevi que tive que sair da zona de conforto, e, em 2022, tive que me manter no progresso para não voltar para ela. Às vezes as pessoas falam de sair da concha como se fosse algo sempre unidirecional, sem nenhum tipo de autocontrole para não voltar para onde era conhecido.

Nesse ano, eu não tive muita disciplina, nem força de vontade, nem paciência. Cada coisa que saía do planejado me fazia querer jogar tudo pro alto, mas mantive, afinal, um ano ruim não pode tirar outros do eixo. Foi frustrante? Foi. Foi gratificante? Também. Tanto por ter mantido como ter provado para mim mesma (e só para mim mesma) que eu conseguia algumas coisas. Dentre elas:

10 anos de Blogger: uma retrospectiva

12/12/2022
Animação de uma garota de cabelo rosa na altura dos ombros sentada em uma cadeira de frente a uma mesa, estudando. Sobre a mesa, há papéis e um gato cálico dormindo com um filhote sobre ele.
Animação por Katherine Liu

Esse ano, para a minha série de retrospectivas, decidi fazer algo a mais: há meses estava com a ideia de falar sobre minha jornada no Blogger no geral, que, esse ano, vai completar 10 aninhos. Eu era só uma pimentinha curiosa que nunca imaginou que, escrevendo faria amigos, teria crises de choro, de riso, de raiva, conseguiria um jeito saudável de se expressar...

Muita gente não acredita quando falo que já tem tanto tempo que estou blogando. Sou, basicamente, a pessoa de 20 anos com 10 apenas de experiência, embora não ache que possa colocar muito do que faço no meu currículo! 😂 Ainda assim, é legal saber que mantive um hábito por tanto tempo, mesmo que não da maneira "correta".

E por isso que quero falar sobre essa minha jornada. Meu primeiro blog, criado nas minhas férias de verão de 2012, foi...

Sobre a possível volta do Orkut e a Internet de agora

01/06/2022
Colagem de imagens que remetem ao Orkut. Da esquerda para a direita: captura de tela da comunidade 'Eu Odeio Acordar Cedo', que usava a imagem do gato Garfield. O logotipo do jogo Pet Mania, da Vostu. Captura de tela do jogo Colheita Feliz, da Mentez. Abaixo, as ilustrações da campanha da Coca-cola no site.

Acho que todo mundo, a essa altura do campeonato, já deve ter ficado sabendo da possível volta do Orkut. A timeline ficou cheia de memes, lembranças dos joguinhos, das comunidades bobas e engraçadas... se você nasceu nos anos 90 ou 2000, certamente sabe do que estou falando.

Sei que a nostalgia e a saudade são incrivelmente traiçoeiras, afinal, desde o comecinho da Internet, já existiam vários crimes e babaquices online, mas é fácil perceber o quanto as coisas mudaram. Poucos deviam imaginar, nessa época, o quão útil, viciante, perigosa e desgastante poderia se tornar uma rede social no futuro.

Eu estou viva (juro que sim!)

17/04/2022
A animação gif mostra, em um fundo cor de rosa, uma cartela de ovos com seus seis lugares ocupados por gatinhas Pusheen coloridas para simbolizar ovos de Páscoa. Da esquerda para a direita, da carreira de trás para a da frente: uma azul, que está dormindo; uma amarela, que está com a carinha surpresa olhando as demais; uma rosa, que está olhando para a direita e, depois, para o observador;  uma laranja, que faz quase os mesmos movimentos que a rosa, porém pisca para o observador; uma lilás, que está brincando com uma verde. No rodapé da imagem, há o link do site oficial da gatinha Pusheen Cat.
Fonte: Pusheen Cat

Oi, oi, gente que lê esse blog! Feliz Páscoa! 🐇🍫

É, eu sumi, estava sem inspiração, mas nunca achei que não ia conseguir nem parar pra respirar. Faculdade é osso e universitário feliz com tempo de passear é só na propaganda do Governo. 😂

Estava com saudade de escrever e de falar um pouco sobre mim, então esse é um post bem pessoal e nada edificante (quem entendeu, entendeu). Fiquei sem esse pico de adrenalina por anos e ter isso de novo me deixou bem mais cansada do que imaginei. Geralmente sempre tirava um tempo para, pelo menos, conversar, mas, nesses últimos meses, andou difícil.

Foi prova em cima de prova, trabalhos enormes em cima de outros gigantescos, muitos imprevistos... um ritmo caótico, às vezes de um jeito bom, às vezes de um jeito péssimo. A sensação é de estar matando um dragão e em seguida ter que vencer a Hidra, com várias cabeças a mais.

Os bastidores da vida universitária

10/01/2022
Colagem com fotos de várias universidades públicas do estado do Rio de Janeiro. Da esquerda para a direita, de cima para baixo: Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, da UNIRIO;  UFRJ; Instituto de Computação da UFF; UFRRJ, pólo Seropédica; UERJ, pólo Petrópolis. No rodapé direito, a frase, que, traduzida, significa: Existem lutas que nenhuma espada pode vencer.
Créditos: UNIRIO: Rafael Gervou, sob a licença CC BY-SA 4.0 (foto editada); UFRJ, foto por Omar Uran, sob a licença CC-BY-2.0; Instituto de Computação da UFF, foto por Fábio Rossi; UFRRJ: Rcandre, sob a licença CC BY-SA 3.0; UERJ, polo Petrópolis: site oficial.

Olá, olá! Como estão? Hoje eu digo, com todos os detalhes e com toda a emoção do mundo: quem vos fala é graduanda do tecnólogo em Sistemas da Computação da UFF! 🥳🎉

Passei pelo Consórcio Cederj e, desde antes do dia da prova até agora, tudo tem sido uma aventura até surreal. Com tantos imprevistos e problemas, eu não pensei que passaria, muito menos que teria nota máxima na redação. Foi uma surpresa enorme, demorou dias para acreditar, mas foi muito gratificante.

E é sobre isso que queria falar. Sobre vestibulares, sobre ser ou não ser universitário, sobre seguir seus sonhos ou seguir a manada e sobre a pressão, direta ou indireta, pra fazer uma faculdade.

Retrospectiva 2021: um ano de loucuras

29/12/2021

2021 foi um ano que, pra muita gente (eu inclusa!), foi 2020 parte 2. Teve coisas boas? Claro que teve. Teve ruins? Também, infelizmente. Acho que foi bem desmotivador pra muitos, por isso, achei legal ressurgir das cinzas pra compartilhar algumas das coisas, boas ou ruins, que aconteceram comigo.

Acho que esse ano foi mais sobre minhas futuras ou presentes tarefas e estudos do que qualquer coisa. Em 2021, me peguei pensando muito no que eu faria para conseguir me estabilizar e para, enfim, seguir em frente e fazer grandes decisões. 2020 foi bem estagnado pra mim, pois fiquei resolvendo vários problemas de anos anteriores, e saber que esse ano foi pelo menos um pouquinho diferente me deixou feliz.

Desabafos do Outono

23/03/2021
Vocês esperaram resenha, confissões, qualquer coisa do gênero, mas vão receber post pessoal. Sinto muito, mas não sinto nada.

Eu tinha me programado pra fazer um post para o mês da mulher (nada muito sofisticado, porque não faço nada sofisticado no fim das contas!), ele ainda vai sair, mas, antes, eu só queria conversar um pouco. Tem um tempo que não falo sobre mim aqui.

Entramos no Outono, começamos o Ano Astrológico, completamos um ano de pandemia (essa parte não é nada legal, mas é fato) e eu continuo e não continuo na mesma. Andei tentando novos projetos, tentando me distrair para não surtar, mas o que funcionou há um ano atrás, não funciona agora.

As sobras de 2020

16/01/2021
Model: ISAO | Stage by 山田淀子 | Effects: Autoluminous, ExcellentShadow, Postmovie, o_DLAA, HAToon2

Vocês não têm ideia de quantas vezes eu tentei começar esse texto, mas, em quase todos os rascunhos, eu fiz a mesma pergunta: que diabos foi 2020? Sobrevivemos a uma pandemia, governos e desgovernos, a crises internas e externas e, agora, finalmente, é 2021 e o Enem é amanhã.

Tem gente que diz que o ano passou rápido, mas eu não acho que foi bem assim. Alguns meses passaram arrastando e trouxeram uma enxurrada de notícias (boas, ruins ou tudo junto e misturado), enquanto outros jogaram 4 semanas voando. Muita coisa aconteceu, mas, ao mesmo tempo, não pudemos fazer quase nada.

Ficar confinado em casa, sem saber o que restaria do mundo... uma experiência que nunca pensei que teria. Uma experiência que alguns não tiveram.

Nove coisas para saber antes dos 18 anos

14/10/2020
Model by: kuuwanko&Rennya | Stage by: 72ca | Effects: HAToon2, Autoluminous
Olá, olá! Voltei depois de um tempo e de muitas desventuras com tecnologia pra trazer uma novidade: completei 18 primaveras! 🥳
É, gente, já posso ir presa e já tenho que tomar minhas próprias decisões (e trabalhar, também!). Não pensei que chegaria tão rápido, nem que seria no meio de uma pandemia, mas a vida está aí, pra passar rápido e surpreender. Ainda me acho muito boba, mas também acho que aprendi na marra muita coisa.
E é por isso que, pra comemorar, decidi fazer uma lista: nove coisas para saber antes dos 18 anos. Por que nove? 1 + 8! É, eu não sou nada criativa, mas vou dizer que são tão boas que valem pelo dobro!

Muito mais que Setembro

27/09/2020
Muito mais que Setembro

Todo mundo já sabe o que tem em setembro, o mês de prevenção ao suicídio. É lindo saber que a gente tem um mês para olhar para o outro e lembrar que cada um tem uma luta da qual ninguém ou pouquíssimas pessoas sabem e que devem ser respeitadas.

Anos atrás, quando meu amigo disse odiar Setembro Amarelo, eu o achei ridículo. Como alguém pode odiar um movimento lindo, onde muita informação é compartilhada em perfis de psicologia, onde pessoas com problemas internos podem se sentir mais aceitas? Demorou um tempo para eu perceber que, infelizmente, muitas dessas coisas só duravam até 30 de setembro, 23:59 da noite.

Nos meses que se seguem, muita gente continua sendo a mesma pessoa gentil e prestativa, mas vários outros tiram a "aesthetic" amarela do perfil, deixam a bondade de lado e voltam a tratar as pessoas mal, como faziam antes.

2 anos de sonhos acordados

28/06/2020
Model by Tda, me | Flowers by いつものほん | Effects: o_DLAA, AutoLuminous

Gente, socorro, meu blog fez aniversário e eu totalmente esqueci disso. Será que o fato de a gente estar quase no fim do mundo justifica?

Enfim, parabéns para o pequeno Just Daydreamin', que nasceu em 28 de maio de 2018, um lindo geminiano, e que traz textos fortes, resenhas loucas, devaneios meus e etc. Nem parece, de verdade, que já tem dois anos. Parece que tem muito mais, porque, francamente, 2018 e 2019 renderam tanto...

Eu não sei exatamente o que fazer para comemorar esses dois anos. Ando tão sem palavras pra tudo que anda acontecendo, fico meio sem saber do que falar, porque tem tanta coisa pra se dizer...

Mas é isso. Obrigada por estarem aqui, mesmo que tenha feito um mês desde o aniversário dessa criancinha. Obrigada por terem lido as coisas que já escrevi até hoje e saibam que, mesmo que eu tenha aqui um monte de rascunhos e ideias, eu aceito outras também! 😂

E saibam que Just Daydreamin' continua firme e forte – mesmo que não pareça.

Sobre perdoar

01/05/2020
Model by cacti-sloom  | Flowers by いつものほん
Nem sempre um pedido de desculpas consegue consertar o estrago que alguém fez em ti.

Oi, meus leitores! Como estão nessa quarentena? Sim, eu sumi, tive alguns problemas e ainda estou um pouco afastada de internet. É ótimo poder parar de depender de informática de vez em quando, inclusive, a bateria do meu celular anda agradecendo.

Nesse "meio retiro" que ando praticando desde dezembro do ano passado, consegui repensar muitas situações que me marcaram muito, onde mentiam na minha cara, abusavam da minha paciência e do meu psicológico.

Na maioria das vezes, eu nunca sequer ouvi um pedido de desculpas, e, quando ouvi, consegui perceber que elas não significavam nada, mentiras tão gritantes como todas as que me contaram antes.

Hoje em dia, sei o quanto sou rotulada por não aceitar, por não me desdobrar tanto por qualquer dúzia de palavras. Sei que sou julgada, pois nem todos sabem que perdoar não é esquecer ou fingir que não aconteceu. É compreender o que se passou e saber ver com outros olhos, e isso tem seu tempo.

Bolinhas felpudas ronronantes (ou gatos)

17/02/2020
Model by ISAO
Feliz Dia Mundial do Gato! Já deram sachê pro felino de vocês? 🐈
Acho que quem me segue sabe que tenho um fraco por gatos, na verdade, por bichinhos no geral, mesmo que não tenha muito talento pra cuidar. Gosto de ver eles perambulando pela natureza ou com donos responsáveis, dormindo daqueles jeitinhos que só bichinhos conseguem.
Tive minha primeira gata com seis aninhos, quando ela entrou por acidente no quintal da minha casa e fugiu, mas, perto do Natal, ela voltou, fraquinha, e acabamos adotando.
Quer dizer, ela adotou a gente, pois nunca mais quis ir embora. Fedida (eu era uma criança que assistia Doug, é proibido me julgar) viveu comigo por quase sete anos, acompanhou muita coisa que aconteceu, tanto boas como ruins.
Era uma gata tricolor, um pouco estressadinha, mas que esperava a gente chegar em casa perto do portão pra nos receber. E muita coisa mudou com ela. Hoje, sabendo que gatos trazem proteção, eu realmente entendo o porquê.