Eu já aviso que esse texto será sobre luto e resgate de animais abandonados, logo, obviamente, teremos momentos tristes por aqui, e não vou ficar me polindo. Se forem temas delicados, leitor, se retire, está tudo bem em se retirar.
Estive ensaiando um texto desde 28 de Maio, mais conhecido como o dia do aniversário do meu blog. Sim, esse blog! E eu ainda pretendo postar o que estava escrevendo, embora ache que algumas coisas não se apliquem mais.
Quase ninguém sabe, porque não fiz grande alarde sobre isso, mas, em Setembro do ano passado, eu perdi o Pitchuco, nosso gato desde 2016. Foi um momento muito pesado para nós, embora a gente já soubesse que a saúde dele esteve frágil nos últimos meses. Um resfriado virava um auê gigantesco, qualquer coisa deixava ele muito abatido, e não sabíamos exatamente o que estava acontecendo. Achávamos que era a idade e o histórico dele com outros tratamentos, como o da esporotricose, que ele teve ainda jovenzinho.
Enquanto ele ainda era vivo, porém, um gatinho preto vivia circulando pelas ruas e deitando na sombra do portão da nossa casa. Ele era bonzinho, mas não tínhamos como colocar ele para dentro ainda, até mesmo porque ele tinha dona, então dávamos comida, carinho, brincadeira, e devolvíamos, mesmo de coração partido. A gente às vezes até separava quando outros gatos iam brigar com ele, porque ele era tão pequeno e bobo, era covardia bater nele, sabe?










