Minha retrospectiva de 2025

24/01/2026
Imagem do álbum BBUU!, do grupo musical PLAVE. Nela, os cantores aparecem em versões chibi, estilizados, e cada um deles está acompanhado por um personagem da Sanrio. Eles estão vestindo pijamas fofinhos em tons pastéis, e estão voando pelo céu noturno. Da esquerda para a direita, cima para baixo: Eunho, com a Kuromi; Noah, com o Pompompurin; Bamby, com a My Melody; Yejun, com o Cinnamonroll; e Hamin, com Pochacco.

Precisei incluir a capa da música mais fofa que ouvi em 2025: BBUU!

Fonte: Twitter oficial do PLAVE

Eu comecei esse texto um pouco antes de começar Dezembro. Agora que 2025 está para lá de encerrado, consigo falar sobre várias coisas com mais sentimento de conclusão que antes.

Em resumo: que ano, família. Geralmente, sinto que meus doze meses são muito mais do mesmo, que acontece uma coisa só do começo ao fim, mas esses foram exceção. Tanta coisa aconteceu que eu nem sei por onde começar!

Na virada para 2025, não havia escrito metas, pois não queria me sentir pressionada a fazer nada, mas tinha alguns objetivos, que eram me formar na faculdade, mudar de carreira e focar um pouco na minha saúde. Tô feliz de dizer que consegui as três coisas e que, ao menos, pude encerrar esse ano um pouquinho mais satisfeita que o normal.

Óbvio que tive coisas além dessas três grandes vitórias, tanto boas, quanto ruins (infelizmente a gente não ganha sempre), e decidi fazer uma retrospectiva parecida com a que fiz para 2021, marcando os maiores destaques.

Resenha: Suzume, um filme sobre laços e cura

22/11/2025
Colagem de diversas cenas do filme Suzume, evidenciando os protagonistas Suzume e Souta.

Vocês sabem muito bem: onde tem fantasia, história boa e personagens masculinos bonitos que viram cadeirinha, eu certamente estou. Bônus pelos gatinhos. Suzume, ou Suzume no Tojimari (すずめの戸締まり) me ganhou nos trailers e valeu cada segundo.

O filme conta a história da adolescente Suzume, que, desde o falecimento de sua mãe, mora com sua tia. Saindo para a escola, ela encontra um desconhecido, que a pergunta por um local abandonado. Sem pensar muito, ela explica como chegar às ruínas de perto de sua casa e segue seu trajeto... não por muito tempo, já que decide voltar correndo, intrigada pelo encontro de antes.

Ao chegar lá, havia uma porta no meio do nada, e, curiosa, Suzume decide abrí-la e vê uma paisagem linda, mas que não consegue alcançar. Após remover um totem do chão e vê-lo se tornar um gatinho, a moça se assusta (com razão) e decide, então, ir para a escola, sem saber que havia cometido um erro gigante.

Minha jornada combatendo o apodrecimento cerebral

08/09/2025
Colagem de um cérebro estilizado em tons de lilás e rosa dentro de uma moldura de publicação do Instagram, feita pelo usuário 'getalife!!!'. A descrição da publicação é 'stop scrolling...' e foi curtida por 'your.brain' e seus neurônios. Por trás da moldura, está um texto em binário.
Colagem feita por mim

Muito se falou há uns meses no quanto 2024 foi o ano do derretimento e apodrecimento dos nossos cérebros, o famoso brain rotting, graças ao uso intensivo de meios digitais e consumo de conteúdos rápidos, bobos, que não precisam de grandes raciocínios para entender.

Isso já é um tópico que falei há anos aqui no blog (será que sou monotemática?), e, a cada mês que se passa, percebo que é difícil fugir, e, agora com o avanço da IA, temos o que chamam de AI slop, conteúdos preguiçosos gerados sem intervenção humana ou capricho.

Confesso que, embora eu tenha criticado esse uso indiscriminado das redes e a maneira com que elas são parte crucial da vida de muita gente, foi só no ano passado que fui tomar medidas drásticas para reduzir meu uso delas, com temporizadores e muito autocontrole. O que significa que havia todo um estrago de anos anteriores para consertar.

Digo estrago, pois tinha o costume de salvar conteúdos quase que compulsivamente. Pensava que, como ia ter tempo livre quando me formasse, poderia guardar quase tudo para assistir mais tarde, ler mais tarde, consumir mais tarde. E, bem, agora que praticamente já não acumulo mais coisas, decidi passar pelas que estavam guardadas, organizar, e, principalmente, entender um pouco mais sobre mim.

Ou seja, essa é minha história combatendo o apodrecimento cerebral e lidando com mais de mil e setecentos vídeos na lista para assistir mais tarde, mais de mil favoritos no navegador, quase 5 mil pins bagunçados no Pinterest, e sabe-se lá quantos salvos no Instagram, sendo a maioria os terríveis vídeos curtos.