O que será do blog daqui pra frente?

29/08/2026

Uau, tem literalmente meses que não posto. A vida tem estado uma loucura, e eu não ia ficar me forçando a escrever, até mesmo porque, se eu postasse metade do que cheguei a rascunhar, seriam quase todas reclamações de alguma coisa. Eu me tornei quem mais temia: a pessoa que critica quase tudo.

Se você escreve aqui no Blogger, deve ter percebido que não temos mais grandes atualizações desde, no mínimo, uns 8 anos, que foi quando eu criei o Just Daydreamin’. De cara, isso não é ruim: como alguém que trabalha com desenvolvimento, sei que falta de recursos novos não quer dizer falta de manutenção, e convenhamos que não tem muito o que ser adicionado numa plataforma de escrever e postar textos.

No começo, estava em paz com isso. Eu não queria largar a plataforma, pois tenho mais de uma década por aqui. Literalmente vivi o finalzinho da época onde todo mundo queria ter seu cantinho online e vi o início e consolidação do império das redes sociais (eca), então entendam, sou quase uma não tão sábia anciã virtual. Além disso, se me interessei por programação, foi graças ao Blogger. Mas carinho e nostalgia não levam as coisas para a frente. E eu queria fazer esse desabafo público sobre o que o Blogger virou para mim.

A história de um Salém muito especial: o meu

14/06/2026

Eu já aviso que esse texto será sobre luto e resgate de animais abandonados, logo, obviamente, teremos momentos tristes por aqui, e não vou ficar me polindo. Se forem temas delicados, leitor, se retire, está tudo bem em se retirar.

Estive ensaiando um texto desde 28 de Maio, mais conhecido como o dia do aniversário do meu blog. Sim, esse blog! E eu ainda pretendo postar o que estava escrevendo, embora ache que algumas coisas não se apliquem mais.

Quase ninguém sabe, porque não fiz grande alarde sobre isso, mas, em Setembro do ano passado, eu perdi o Pitchuco, nosso gato desde 2016. Foi um momento muito pesado para nós, embora a gente já soubesse que a saúde dele esteve frágil nos últimos meses. Um resfriado virava um auê gigantesco, qualquer coisa deixava ele muito abatido, e não sabíamos exatamente o que estava acontecendo. Achávamos que era a idade e o histórico dele com outros tratamentos, como o da esporotricose, que ele teve ainda jovenzinho.

Enquanto ele ainda era vivo, porém, um gatinho preto vivia circulando pelas ruas e deitando na sombra do portão da nossa casa. Ele era bonzinho, mas não tínhamos como colocar ele para dentro ainda, até mesmo porque ele tinha dona, então dávamos comida, carinho, brincadeira, e devolvíamos, mesmo de coração partido. A gente às vezes até separava quando outros gatos iam brigar com ele, porque ele era tão pequeno e bobo, era covardia bater nele, sabe?

Nekomura Iroha, mais que uma personagem para mim

16/05/2026
Colagem com várias imagens oficiais e/ou promocionais da personagem Nekomura Iroha. Ela possui cabelo laranja em um rabo de cavalo alto, pele clara, olhos castanhos e usa roupas com decoração da Hello Kitty.

Vou começar esse texto com um “quem me conhece, sabe”, e dizer: se você me acompanha desde o início, ou realmente me conhece, sabe que eu tive minha fase Vocaloid. E ela foi bem, bem importante para mim. Irritantemente, fui meio que obrigada a largá-la, afinal, quem me conhece também sabe que eu fui vítima de bullying quando pré-adolescente, exatamente por ser a otaku esquisita da turma.

Assim como quase todo mundo, eu comecei adorando a Hatsune Miku, depois fui conhecendo os demais, e me apaixonei por uma Vocaloid com temática de Hello Kitty, chamada Nekomura Iroha. A voz grave, o visual mais fofo, e uma quantidade de fãs bem pequena, mas dedicada, era tudo o que eu precisava naquele momento.

E, essa semana, no dia 14 de Maio, ela fez aniversário! Por isso que quero contar essa história, do motivo pelo qual essa menininha ruiva da voz profunda é tão importante para mim.