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O que será do blog daqui pra frente?

29/08/2026

Uau, tem literalmente meses que não posto. A vida tem estado uma loucura, e eu não ia ficar me forçando a escrever, até mesmo porque, se eu postasse metade do que cheguei a rascunhar, seriam quase todas reclamações de alguma coisa. Eu me tornei quem mais temia: a pessoa que critica quase tudo.

Se você escreve aqui no Blogger, deve ter percebido que não temos mais grandes atualizações desde, no mínimo, uns 8 anos, que foi quando eu criei o Just Daydreamin’. De cara, isso não é ruim: como alguém que trabalha com desenvolvimento, sei que falta de recursos novos não quer dizer falta de manutenção, e convenhamos que não tem muito o que ser adicionado numa plataforma de escrever e postar textos.

No começo, estava em paz com isso. Eu não queria largar a plataforma, pois tenho mais de uma década por aqui. Literalmente vivi o finalzinho da época onde todo mundo queria ter seu cantinho online e vi o início e consolidação do império das redes sociais (eca), então entendam, sou quase uma não tão sábia anciã virtual. Além disso, se me interessei por programação, foi graças ao Blogger. Mas carinho e nostalgia não levam as coisas para a frente. E eu queria fazer esse desabafo público sobre o que o Blogger virou para mim.

Minha jornada combatendo o apodrecimento cerebral

08/09/2025
Colagem de um cérebro estilizado em tons de lilás e rosa dentro de uma moldura de publicação do Instagram, feita pelo usuário 'getalife!!!'. A descrição da publicação é 'stop scrolling...' e foi curtida por 'your.brain' e seus neurônios. Por trás da moldura, está um texto em binário.
Colagem feita por mim

Muito se falou há uns meses no quanto 2024 foi o ano do derretimento e apodrecimento dos nossos cérebros, o famoso brain rotting, graças ao uso intensivo de meios digitais e consumo de conteúdos rápidos, bobos, que não precisam de grandes raciocínios para entender.

Isso já é um tópico que falei há anos aqui no blog (será que sou monotemática?), e, a cada mês que se passa, percebo que é difícil fugir, e, agora com o avanço da IA, temos o que chamam de AI slop, conteúdos preguiçosos gerados sem intervenção humana ou capricho.

Confesso que, embora eu tenha criticado esse uso indiscriminado das redes e a maneira com que elas são parte crucial da vida de muita gente, foi só no ano passado que fui tomar medidas drásticas para reduzir meu uso delas, com temporizadores e muito autocontrole. O que significa que havia todo um estrago de anos anteriores para consertar.

Digo estrago, pois tinha o costume de salvar conteúdos quase que compulsivamente. Pensava que, como ia ter tempo livre quando me formasse, poderia guardar quase tudo para assistir mais tarde, ler mais tarde, consumir mais tarde. E, bem, agora que praticamente já não acumulo mais coisas, decidi passar pelas que estavam guardadas, organizar, e, principalmente, entender um pouco mais sobre mim.

Ou seja, essa é minha história combatendo o apodrecimento cerebral e lidando com mais de mil e setecentos vídeos na lista para assistir mais tarde, mais de mil favoritos no navegador, quase 5 mil pins bagunçados no Pinterest, e sabe-se lá quantos salvos no Instagram, sendo a maioria os terríveis vídeos curtos.

Memórias póstumas de Eggbug: o fechamento do Cohost

16/09/2024
Imagem de abertura do site Cohost, antiga rede social de microblog. Nela, da esquerda para a direita, vemos o logo da rede, e, à direita, vemos a mascote, Eggbug, um insetinho desenhado de maneira simples, de corpo magenta, dentro do corpo de uma publicação. Ao redor, elementos visuais que remetem à identidade da rede.

2024 está sendo um ano difícil para redes sociais. Tomadas por robôs, divulgações de produtos e promoções, conteúdo questionável e, agora, a nova moda: Inteligência Artificial. Muitos artistas são contra, pois tais algoritmos treinam com trabalho feito com amor (e até peças comissionadas!) para fazer imagens de forma simples para quem acredita que a arte precisa ser sempre gratuita.

Quando fiquei sabendo da venda dos dados dos usuários do Tumblr para treinamento de um modelo de IA, e que isso foi, provavelmente, feito antes da divulgação oficial, decidi que era hora de me aventurar em um lugar novo. Dentre tantas alternativas citadas, foi o Cohost que escolhi, totalmente influenciada pela mascote mais fofinha e inusitada, o pequeno Eggbug.

O Cohost possuía uma proposta diferente das redes populares: sem algoritmos e curtidas invisíveis, era a desconstrução do que era o habitual para mim. Uma rede construída por gente que queria inovar, para gente que queria sair da mesmice. E lá estava eu!