Precisei incluir a capa da música mais fofa que ouvi em 2025: BBUU!
Fonte: Twitter oficial do PLAVE
Eu comecei esse texto um pouco antes de começar Dezembro. Agora que 2025 está para lá de encerrado, consigo falar sobre várias coisas com mais sentimento de conclusão que antes.
Em resumo: que ano, família. Geralmente, sinto que meus doze meses são muito mais do mesmo, que acontece uma coisa só do começo ao fim, mas esses foram exceção. Tanta coisa aconteceu que eu nem sei por onde começar!
Na virada para 2025, não havia escrito metas, pois não queria me sentir pressionada a fazer nada, mas tinha alguns objetivos, que eram me formar na faculdade, mudar de carreira e focar um pouco na minha saúde. Tô feliz de dizer que consegui as três coisas e que, ao menos, pude encerrar esse ano um pouquinho mais satisfeita que o normal.
Óbvio que tive coisas além dessas três grandes vitórias, tanto boas, quanto ruins (infelizmente a gente não ganha sempre), e decidi fazer uma retrospectiva parecida com a que fiz para 2021, marcando os maiores destaques.
Terminei a faculdade
Finalmente sou livre! Após quatro anos penando no CEDERJ, eu consegui completar minha graduação e entregar um TCC nota 10. Meu melhor semestre foi, justamente, o último. Ao menos posso dizer que encerrei com chave de ouro.
No dia 28 de Maio de 2025, eu já tinha todas as minhas notas e pude, de fato, parar de pensar sobre provas. Eu nem tenho muitas palavras sobre isso, sabe? Achei que ficaria mais emocionada, mas a exaustão era tão grande que eu simplesmente fui apagar os vários arquivos que baixei pra estudos e dormir.
Talvez eu escreva um dia sobre como foi a experiência no CEDERJ, especialmente no curso de Computação, mas não prometerei nada. Parece que meu cérebro deletou uma boa parte desses anos da mente, ainda bem que tenho meu diário para lembrar o quão cansativo estava sendo.
Conheci novos artistas
Parece bobo, mas, em 2025, me permiti sair um pouco das músicas e artistas que já conhecia e ouvir algumas coisas novas. Nisso, eu acabei me descobrindo muito, mas muito fã de PLAVE! Já tinha muito tempo que eu não gostava de verdade de um grupo, e confesso que esse me conquistou bastante.
Talvez parte disso tenha sido por eu ser fã de Vocaloid e ser, até hoje, louca pelos shows da Hatsune Miku? O fato de eles serem virtuais não me causa nenhum desconforto ou estranhamento, e eu adoro as músicas, a história por trás dos clipes, e o fandom parece um pouco menos tóxico que em outros grupos.
Mas não só de músicas felizes e fofas vivo eu, e eu também adorei as mais antigas do sace6, de PSYCHIC FEVER e outros artistas lá e acolá que, se eu começar a listar aqui, vai tomar o texto inteiro.
Fiz uma leve mudança de carreira
Eu costumava trabalhar no time de Marketing como analista de dados, e, embora eu admita que era em partes divertido, sentia um pouco de receio de não conseguir evoluir muito em código e me prejudicar no futuro.
Após algumas conversas e muitas “passagens de bastão”, eu integrei o time de Dados da empresa como engenheira de dados! Ainda penso em fazer alguns projetos relacionados a Marketing porque é uma área ainda muito carente de processos de dados, mas de forma não profissional.
Cuidei um pouquinho da minha saúde
Em Março, comecei meu tratamento de estômago e enfrentei um medo: fazer endoscopia. Não vou entrar em detalhes, até mesmo porque eu apaguei com a anestesia, mas foi algo marcante para mim, afinal, nunca teria conseguido coragem para fazer isso no passado.
Pra completar, em uma das ultrassonografias, descobri uma pedra no rim, o que não me chocou muito, afinal, quase não bebia água… alguns dias eu ainda vacilo e deixo de beber, mas é algo para ir consertando aos poucos.
Ainda não estou 100%, mas estou me esforçando para melhorar: parei de beber café todas as manhãs, praticamente não como mais frituras, estou tentando não me expor a situações muito extremas emocionalmente, afinal, ansiedade e estresse danificam o estômago e o fígado, entre outras ações para ficar bem mais rápido.
Comecei a trabalhar o desapego de redes sociais
Como detalhei em meu post de combate ao brain rotting, reduzi meu uso das redes sociais. Tenho descoberto blogs (principalmente através pelo Blogueiros Raiz), webtoons, jogos, assistindo alguns filmes e episódios de séries, estudado um pouco… coisas que eu achava que não tinha tempo para fazer.
Como, para completar, meu telefone está mais para lá que para cá, estou sendo mais conservadora com as coisas que faço com ele, logo, aplicativos pesados de redes sociais não entram mais, até mesmo para contabilizar no timing do Leechblock LB.
Não estou livre de telas ainda, mas feliz de estar livre da hostilidade de algumas redes. Meu maior problema está sendo, agora, consertar as burradas que fiz e garantir que a minha futura troca do Windows pro Linux (que estou procrastinando há anos) vai ser tranquila.
Perdi o meu gato mais velho
Adotado em 2016, o Pitchuco estava bem longe de ser um animal ideal: brigão, mal-encarado, fazia o que queria, mas a gente ainda adorava ele. Sobrevivente da esporotricose, passou por muitas situações com a gente, e me viu me formar no Fundamental II, no Ensino Médio, entrar e sair da faculdade, ter meu primeiro emprego…
Infelizmente, ele se foi em Setembro, após meses de tratamento de um problema nos rins. Nós tínhamos esperanças, mas… a vida é meio traiçoeira. Ao menos, uma coisa é certa: ele deixou cicatrizes, várias fotos, duas filhas e histórias engraçadas para contar.
Fui demitida, e, em seguida, consegui outro emprego
Eu querendo evitar situações estressantes sem saber que, no dia 26 de setembro, às 14 horas, seria chamada para uma videochamada e receberia a mensagem do meu desligamento. Pois é…
Sofro de um mal chamado “ser workaholic”, daquele tipo que não para de trabalhar tão fácil assim. Dei meu melhor, mas coisas fora do meu controle acontecem, e eu fui demitida em um layoff para corte de custos na empresa. Foi difícil e me deu muito medo, porque o mercado de trabalho está um terror para quase todas as profissões, especialmente para quem trabalha home office, como eu.
No dia 1º de Outubro, faltando 10 dias para o meu aniversário, já estava oficialmente desempregada. Eu tinha planos de comprar um bolinho bonito e comemorar meus 23 anos, mas nem tive ânimo. Mandei mais de 20 currículos, caí dentro das entrevistas, fiquei exausta, mas, no dia 15, já havia assinado uma oferta e comecei oficialmente em 3 de Novembro.
Se eu puder tirar disso uma lição, seria: imponha limites. Fazer o possível e o impossível, ter todos os chats da empresa no celular e responder gente até minutos antes de exames, nada disso me tirou da lista de corte. Fico triste que normalizamos essa hora extra não remunerada ao ponto de parecer errado não fazê-la, mas, hoje em dia, dou meu melhor para não cair nessa novamente.
Consegui completar um ano (quase) inteiro de entradas no diário
Estou muito, mas muito orgulhosa disso. Houve dias onde anotei pouquíssima coisa, e eu não gostei muito disso, mas, em outros, escrevi mais de 2000 palavras. Foi maravilhoso para eu digerir e lidar melhor com meus sentimentos, afinal, o diário é feito para apenas você, quem escreve, ler.
Embora eu já tenha falado sobre isso no passado, foi apenas em 2025 que consegui um fluxo agradável para, de fato, escrever e ser mais expressiva enquanto faço isso. Antes, eu usava o Journey, e, na época, era a melhor forma, mas, agora, com o Obsidian e o Syncthing, sinto que consegui a melhor configuração.
Espero poder ser mais detalhista nas anotações de 2026. Sinto que isso me ajuda a me expressar melhor e a ter mais recordações dos eventos dos dias.
Vi minha mãe ir e voltar do hospital
Depois de encarar tanta coisa, no início de Dezembro, minha mãe precisou ser levada às pressas pro hospital para fazer uma cirurgia de risco. Obviamente foi um processo assustador, pois tinham chances altas de dar algum problema na operação, mas tinha 100% de chance de morte se não fizesse.
Foi o primeiro Natal que passei sem ela, mas conseguimos passar o Ano Novo juntas. O processo de recuperação está fluindo bem, e, em breve, as coisas vão voltar ao normal, ou, ao menos, o mais próximo disso.
No final, é isso
Não queria que passasse em branco, afinal, foi um ano de grandes feitos, e estou bem orgulhosa principalmente do meu TCC e dos avanços em relação ao meu bem estar. Não foi perfeito, por mais razões do que as que listei, mas também fiquei feliz com as coisas que fiz.
Nem sempre tomei as melhores decisões. Fiz amizades, mas perdi algumas, também; mesmo tentando evitar, me estressei quando não precisava enquanto deixei de me posicionar quando devia; pulei etapas do skincare… Não dá pra acertar todas.
Acima das coisas que fiz, acredito que vem a base que deixei para 2026. A ideia de que não vou precisar passar o Carnaval estudando, que não tenho mais que sair em fins de semana para fazer provas… olha, o alívio é grande.
Tenho poucas grandes expectativas para 2026, mas estou me organizando para que as coisas corram melhores que em 2025. Agora é torcer pelo melhor, fazer minha parte, e ver no que vai dar.
Obrigada por lerem, e espero vocês na próxima!

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