O que será do blog daqui pra frente?

29/08/2026

Uau, tem literalmente meses que não posto. A vida tem estado uma loucura, e eu não ia ficar me forçando a escrever, até mesmo porque, se eu postasse metade do que cheguei a rascunhar, seriam quase todas reclamações de alguma coisa. Eu me tornei quem mais temia: a pessoa que critica quase tudo.

Se você escreve aqui no Blogger, deve ter percebido que não temos mais grandes atualizações desde, no mínimo, uns 8 anos, que foi quando eu criei o Just Daydreamin’. De cara, isso não é ruim: como alguém que trabalha com desenvolvimento, sei que falta de recursos novos não quer dizer falta de manutenção, e convenhamos que não tem muito o que ser adicionado numa plataforma de escrever e postar textos.

No começo, estava em paz com isso. Eu não queria largar a plataforma, pois tenho mais de uma década por aqui. Literalmente vivi o finalzinho da época onde todo mundo queria ter seu cantinho online e vi o início e consolidação do império das redes sociais (eca), então entendam, sou quase uma não tão sábia anciã virtual. Além disso, se me interessei por programação, foi graças ao Blogger. Mas carinho e nostalgia não levam as coisas para a frente. E eu queria fazer esse desabafo público sobre o que o Blogger virou para mim.

A história de um Salém muito especial: o meu

14/06/2026

Eu já aviso que esse texto será sobre luto e resgate de animais abandonados, logo, obviamente, teremos momentos tristes por aqui, e não vou ficar me polindo. Se forem temas delicados, leitor, se retire, está tudo bem em se retirar.

Estive ensaiando um texto desde 28 de Maio, mais conhecido como o dia do aniversário do meu blog. Sim, esse blog! E eu ainda pretendo postar o que estava escrevendo, embora ache que algumas coisas não se apliquem mais.

Quase ninguém sabe, porque não fiz grande alarde sobre isso, mas, em Setembro do ano passado, eu perdi o Pitchuco, nosso gato desde 2016. Foi um momento muito pesado para nós, embora a gente já soubesse que a saúde dele esteve frágil nos últimos meses. Um resfriado virava um auê gigantesco, qualquer coisa deixava ele muito abatido, e não sabíamos exatamente o que estava acontecendo. Achávamos que era a idade e o histórico dele com outros tratamentos, como o da esporotricose, que ele teve ainda jovenzinho.

Enquanto ele ainda era vivo, porém, um gatinho preto vivia circulando pelas ruas e deitando na sombra do portão da nossa casa. Ele era bonzinho, mas não tínhamos como colocar ele para dentro ainda, até mesmo porque ele tinha dona, então dávamos comida, carinho, brincadeira, e devolvíamos, mesmo de coração partido. A gente às vezes até separava quando outros gatos iam brigar com ele, porque ele era tão pequeno e bobo, era covardia bater nele, sabe?

Nekomura Iroha, mais que uma personagem para mim

16/05/2026
Colagem com várias imagens oficiais e/ou promocionais da personagem Nekomura Iroha. Ela possui cabelo laranja em um rabo de cavalo alto, pele clara, olhos castanhos e usa roupas com decoração da Hello Kitty.

Vou começar esse texto com um “quem me conhece, sabe”, e dizer: se você me acompanha desde o início, ou realmente me conhece, sabe que eu tive minha fase Vocaloid. E ela foi bem, bem importante para mim. Irritantemente, fui meio que obrigada a largá-la, afinal, quem me conhece também sabe que eu fui vítima de bullying quando pré-adolescente, exatamente por ser a otaku esquisita da turma.

Assim como quase todo mundo, eu comecei adorando a Hatsune Miku, depois fui conhecendo os demais, e me apaixonei por uma Vocaloid com temática de Hello Kitty, chamada Nekomura Iroha. A voz grave, o visual mais fofo, e uma quantidade de fãs bem pequena, mas dedicada, era tudo o que eu precisava naquele momento.

E, essa semana, no dia 14 de Maio, ela fez aniversário! Por isso que quero contar essa história, do motivo pelo qual essa menininha ruiva da voz profunda é tão importante para mim.

Resenha: Com Carinho, Kitty (e uma fantasia altamente idealizada)

03/05/2026
Imagem promocional da série Com Carinho, Kitty, mostrando o elenco principal. Da direita para a esquerda: Dae, Quincy, Kitty, Yuri e Min Ho

Ao organizar minhas listas de coisas para assistir, encontrei Com Carinho, Kitty. Reassistindo o teaser da primeira temporada, confesso ter ficado, novamente, curiosa, afinal, romance adolescente ainda é uma coisa que me entretém nesse mundo complicado.

Lembro de ter lido Para todos os garotos que já amei no Ensino Médio e ter gostado da Lara Jean, embora só tenha curtido mesmo o primeiro livro. A ideia de um Spinoff onde a irmãzinha caçula vai atrás dos segredos da família me deixou investida, e… bem, infelizmente me decepcionei, tanto que assisti apenas as duas primeiras temporadas.

E, como essa decepção foi um tanto além de simplesmente “essa série não é pra mim”, eu decidi expor um pouco do que sinto aqui no blog, porque acho que isso vai além de ser um problema com esta série específica, e, sim, algo na indústria.

Minha retrospectiva de 2025

24/01/2026
Imagem do álbum BBUU!, do grupo musical PLAVE. Nela, os cantores aparecem em versões chibi, estilizados, e cada um deles está acompanhado por um personagem da Sanrio. Eles estão vestindo pijamas fofinhos em tons pastéis, e estão voando pelo céu noturno. Da esquerda para a direita, cima para baixo: Eunho, com a Kuromi; Noah, com o Pompompurin; Bamby, com a My Melody; Yejun, com o Cinnamonroll; e Hamin, com Pochacco.

Precisei incluir a capa da música mais fofa que ouvi em 2025: BBUU!

Fonte: Twitter oficial do PLAVE

Eu comecei esse texto um pouco antes de começar Dezembro. Agora que 2025 está para lá de encerrado, consigo falar sobre várias coisas com mais sentimento de conclusão que antes.

Em resumo: que ano, família. Geralmente, sinto que meus doze meses são muito mais do mesmo, que acontece uma coisa só do começo ao fim, mas esses foram exceção. Tanta coisa aconteceu que eu nem sei por onde começar!

Na virada para 2025, não havia escrito metas, pois não queria me sentir pressionada a fazer nada, mas tinha alguns objetivos, que eram me formar na faculdade, mudar de carreira e focar um pouco na minha saúde. Tô feliz de dizer que consegui as três coisas e que, ao menos, pude encerrar esse ano um pouquinho mais satisfeita que o normal.

Óbvio que tive coisas além dessas três grandes vitórias, tanto boas, quanto ruins (infelizmente a gente não ganha sempre), e decidi fazer uma retrospectiva parecida com a que fiz para 2021, marcando os maiores destaques.

Resenha: Suzume, um filme sobre laços e cura

22/11/2025
Colagem de diversas cenas do filme Suzume, evidenciando os protagonistas Suzume e Souta.

Vocês sabem muito bem: onde tem fantasia, história boa e personagens masculinos bonitos que viram cadeirinha, eu certamente estou. Bônus pelos gatinhos. Suzume, ou Suzume no Tojimari (すずめの戸締まり) me ganhou nos trailers e valeu cada segundo.

O filme conta a história da adolescente Suzume, que, desde o falecimento de sua mãe, mora com sua tia. Saindo para a escola, ela encontra um desconhecido, que a pergunta por um local abandonado. Sem pensar muito, ela explica como chegar às ruínas de perto de sua casa e segue seu trajeto... não por muito tempo, já que decide voltar correndo, intrigada pelo encontro de antes.

Ao chegar lá, havia uma porta no meio do nada, e, curiosa, Suzume decide abrí-la e vê uma paisagem linda, mas que não consegue alcançar. Após remover um totem do chão e vê-lo se tornar um gatinho, a moça se assusta (com razão) e decide, então, ir para a escola, sem saber que havia cometido um erro gigante.

Minha jornada combatendo o apodrecimento cerebral

08/09/2025
Colagem de um cérebro estilizado em tons de lilás e rosa dentro de uma moldura de publicação do Instagram, feita pelo usuário 'getalife!!!'. A descrição da publicação é 'stop scrolling...' e foi curtida por 'your.brain' e seus neurônios. Por trás da moldura, está um texto em binário.
Colagem feita por mim

Muito se falou há uns meses no quanto 2024 foi o ano do derretimento e apodrecimento dos nossos cérebros, o famoso brain rotting, graças ao uso intensivo de meios digitais e consumo de conteúdos rápidos, bobos, que não precisam de grandes raciocínios para entender.

Isso já é um tópico que falei há anos aqui no blog (será que sou monotemática?), e, a cada mês que se passa, percebo que é difícil fugir, e, agora com o avanço da IA, temos o que chamam de AI slop, conteúdos preguiçosos gerados sem intervenção humana ou capricho.

Confesso que, embora eu tenha criticado esse uso indiscriminado das redes e a maneira com que elas são parte crucial da vida de muita gente, foi só no ano passado que fui tomar medidas drásticas para reduzir meu uso delas, com temporizadores e muito autocontrole. O que significa que havia todo um estrago de anos anteriores para consertar.

Digo estrago, pois tinha o costume de salvar conteúdos quase que compulsivamente. Pensava que, como ia ter tempo livre quando me formasse, poderia guardar quase tudo para assistir mais tarde, ler mais tarde, consumir mais tarde. E, bem, agora que praticamente já não acumulo mais coisas, decidi passar pelas que estavam guardadas, organizar, e, principalmente, entender um pouco mais sobre mim.

Ou seja, essa é minha história combatendo o apodrecimento cerebral e lidando com mais de mil e setecentos vídeos na lista para assistir mais tarde, mais de mil favoritos no navegador, quase 5 mil pins bagunçados no Pinterest, e sabe-se lá quantos salvos no Instagram, sendo a maioria os terríveis vídeos curtos.

Resenha: Guerreiras do Kpop é mais que uma “animação de meninas”

20/07/2025
Capa do filme Guerreiras do Kpop, mostrando o banner da tour das Huntrix, grupo musical de K-pop das caçadoras, e as três posicionadas na frente, com trajes pretos.

Descobri Guerreiras do K-pop através dos anúncios do Spotify e meu primeiro pensamento foi que coisinha fofa!, afinal, não é todo dia que a gente ouve meu pequeno guaraná na letra de uma música. Os personagens eram bonitos, coloridos, e Soda Pop é 100% chiclete.

Foi só quando pesquisei o nome do filme que percebi o tamanho do fandom, o número de artes de fãs, de pessoas engajadas e, principalmente, o quanto a premissa era interessante e genuinamente boa. Fantasia, animação, música, protagonista feminina e homens bonitinhos são as minhas coisas favoritas, e o filme entrega tudo isso e mais um pouco.

Num universo ameaçado por demônios, surgem caçadoras que protegem as pessoas com o poder da música. Tais trios musicais perduram por anos, e, na a atualidade, Rumi, Mira e Zoey são estrelas do grupo K-pop HUNTR/X (Huntrix) enquanto usam suas vozes e poderes para manter a barreira que separa os demônios da Terra. Porém, a boyband Saja Boys entra em cena, e, além de arruinarem seus planos para a proteção do mundo, tiram das três coisas valiosas, como a união entre elas.

Relaxem, pois, onde tiver spoilers, eu vou colocar avisos. Considero spoiler tudo o que não é revelado nos primeiros minutos do filme, e que não está na sinopse.

Aconteceu muita coisa em 2024

01/06/2025
Colagem de uma foto de um ursinho de pelúcia num fundo florido, com a frase "É necessário ter coragem para ser vulnerável" escrita em inglês ao lado.

Nossa. E põe coisa, nisso.

Eu fiz vários rascunhos para falar de 2024. Foi um ano que começou me dando tantas esperanças, que nunca pensei que quase me perderia no final dele. Não imaginei que encararia uma sobrecarga gerada pela soma (ingrata, devo dizer) de trabalho e faculdade, que teria uma crise de estresse, que perderia amizades, que enfrentaria o luto, que me olharia no espelho e perguntaria Beatriz, que droga você está fazendo? com muita, muita frequência.

O ano não foi de todo ruim, mas foram poucas as coisas que eu, de fato, consegui fazer. Os três primeiros meses foram bons: consegui minha efetivação no trabalho, comecei a procurar locais (online ou não) confortáveis e hábitos melhores, e estava com tudo organizado para puxar as matérias certas do curso para me formar. Infelizmente, não consegui me formar, o que me deixou bem triste. Estudar e trabalhar ao mesmo tempo exige demais, principalmente porque, no meu caso, é tudo no computador. Meu tempo de tela chegou a passar de 12 horas por dias seguidos, e nem preciso dizer o quanto eu estava ficando maluca com isso.

A pior sensação da faculdade em 2024 foi a que, mesmo que eu passasse horas estudando, ia cair uma questão mal formulada valendo cinco pontos e acabaria errando. E isso aconteceu várias vezes, tanto que infelizmente reprovei duas matérias no primeiro semestre, mesmo com todo o sacrifício. Além disso, tentei começar o TCC, mas tive um orientador horrível. Ainda bem que desisti e deixei para este ano (mas aí é spoiler!)

Memórias póstumas de Eggbug: o fechamento do Cohost

16/09/2024
Imagem de abertura do site Cohost, antiga rede social de microblog. Nela, da esquerda para a direita, vemos o logo da rede, e, à direita, vemos a mascote, Eggbug, um insetinho desenhado de maneira simples, de corpo magenta, dentro do corpo de uma publicação. Ao redor, elementos visuais que remetem à identidade da rede.

2024 está sendo um ano difícil para redes sociais. Tomadas por robôs, divulgações de produtos e promoções, conteúdo questionável e, agora, a nova moda: Inteligência Artificial. Muitos artistas são contra, pois tais algoritmos treinam com trabalho feito com amor (e até peças comissionadas!) para fazer imagens de forma simples para quem acredita que a arte precisa ser sempre gratuita.

Quando fiquei sabendo da venda dos dados dos usuários do Tumblr para treinamento de um modelo de IA, e que isso foi, provavelmente, feito antes da divulgação oficial, decidi que era hora de me aventurar em um lugar novo. Dentre tantas alternativas citadas, foi o Cohost que escolhi, totalmente influenciada pela mascote mais fofinha e inusitada, o pequeno Eggbug.

O Cohost possuía uma proposta diferente das redes populares: sem algoritmos e curtidas invisíveis, era a desconstrução do que era o habitual para mim. Uma rede construída por gente que queria inovar, para gente que queria sair da mesmice. E lá estava eu!

A Date with Death: resenha do otome game

05/06/2024
Colagem da imagem promocional do jogo A Date with Death, com o personagem principal Grim Reaper. Ao lado, vemos uma janela de sistema operacional com o logo do jogo.

Quem acompanha o blog deve ter percebido que amo histórias sobrenaturais e otome games, então não há surpresas quando digo que amei A Date with Death do começo ao fim. Desde o roteiro à interface, nada nesse jogo deixou a desejar e foi uma das minhas melhores experiências com jogos gratuitos para computador.

A trama começa após mais um dia onde coisas estranhas (e mortais) acontecem, mas nosso personagem jogável passa ileso. Dessa vez, porém, um aplicativo misterioso de chat aparece em nosso computador. Desistindo de ignorar as muitas notificações chateando nossa paciência, começamos a interagir com aquele que se intitula Ceifador de Almas e que diz estar atrás da nossa há tempos.

Com isso, é feita uma pequena aposta: se ele conseguir nossa alma antes de sete dias de passarem, ele ganha; se não, continuaremos vivendo normalmente e em paz. Se sua hora chegou ou não… só depende das suas escolhas dentro do jogo.

6 anos de blog: e agora?

28/05/2024
Fonte: averyota

Oi, gente. Já faz… um ano?

Bem, em primeiro lugar, parabéns para o blog! Ele fez 6 anos hoje… quanto tempo! Eu falei um pouco do passado no meu texto de 10 anos de blogosfera, então não vou me repetir aqui, mas é um marco importante para mim.

Agora sim: onde eu estive neste ano afastada do blog? (Spoiler: virtualmente, em lugar nenhum)

Estar trabalhando, agora como CLT, e, ao mesmo tempo, estar na faculdade, é algo exaustivo para dizer o mínimo. Tenho estudado aos sábados e domingos para compensar o que não consigo aprender durante a semana e, claro, tempo tem faltado para muita coisa.

Como aluna de tecnologia e trabalhando em um ramo levemente relacionado à minha graduação, claro que fico com a cara no computador com muita frequência. Se antes, ficar aqui, sentadinha, escrevendo, desenvolvendo coisas ou assistindo algo, era uma diversão, agora, é meu ganha-pão, e isso obviamente muda muito a dinâmica das coisas. Tanto com os meus passatempos como com o que eu acreditava que seria o mercado de trabalho.

Sobre crescer e as dores (metafóricas e literais)

07/08/2023
Animação ilustrada de uma moça sentada em um pilar, usando um vestido florido que deixa suas costas à mostra. De sua coluna, saem plantas, que crescem lentamente.
Fonte: patternbomber

Nunca foi segredo que a crise dos 20 anos estava batendo na minha porta antes mesmo dos 20 anos chegarem. Na verdade, desde que saí do Ensino Médio, eu tenho estado nesse limbo onde não tinha 100% de certeza de nada do que estava fazendo, apenas sabia que queria fazer alguma coisa. Difíceis dilemas para uma cabecinha como a minha.

Algumas coisas funcionaram: em 2021, consegui entrar na faculdade, e, esse ano, virei estagiária de Marketing, mas não antes de ter sofrido um incidente horrível com a chuva, onde, em poucas horas, perdemos o que levamos anos para conseguir. Ainda é um assunto bem delicado para mim, pois as feridas físicas já cicatrizaram, mas as psicológicas ainda estão bem frescas. Dá um orgulho de ter conseguido um trabalho numa área que gosto, e pretendo falar mais disso no futuro, mas é estranho como ficou "atrelado" a algo tão pesado em minha vida.

Desde então, com o semestre caótico na faculdade, início de estágio e a cabeça totalmente fora do lugar, descanso era raro e, geralmente, tomado com muita culpa. Acho que já tá meio clichê nesse blog o quanto que, quando as coisas apertam, as primeiras partes da minha vida a serem jogadas pelo ralo são as de lazer. Meu post de fim de ano de 2021 falava exatamente sobre isso; o de 2022, sobre tentar evitar a exaustão; e cá estou, em 2023, no mesmo dilema. Será que eu cresci de lá para cá?

Sons relaxantes que uso para focar e estudar

07/02/2023
Animação do filme Sussurro do Coração, do Studio Ghibli, onde um casal desce uma rua de bicicleta durante a noite.
Fonte: G-meister no Tumblr

Um grande olá para quem achou que ia sair postagem antes da metade do primeiro mês! Janeiro passou voando por aí também?

Eu tinha vários planos de postagens, mas a maioria acabou murchando por vários fatores e, agora, as aulas já até voltaram. Pelo menos posso dizer que é o penúltimo ano que começo com isso na cabeça. 🙌

Pensando nessa volta às aulas e em todo o extra que isso envolve, comecei a me organizar para render mais nesse semestre e uma das coisas que me ajudaram foi usar sons relaxantes e que auxiliavam no foco. É segredo para ninguém que algumas matérias da faculdade são um porre e que se distrair estudando elas é fácil, talvez até demais.

São três opções e tenho quase certeza que alguma pode ser útil pra você. Vamos lá!

Coisas diferentes que fiz em 2022

31/12/2022

Vou ser honesta: em 2022 eu fui quase 100% propriedade da UFF e do Cederj e fui mais aluna que ser humano. Quase não li, quase não escrevi e o pouco que fiz, pode ser separado em dois extremos: coisas muito boas ou coisas muito frustrantes.

Foram mais conquistas acadêmicas que pessoais, e, certamente, muita coisa deu uma saída dos trilhos nesse ano. Em 2021, escrevi que tive que sair da zona de conforto, e, em 2022, tive que me manter no progresso para não voltar para ela. Às vezes as pessoas falam de sair da concha como se fosse algo sempre unidirecional, sem nenhum tipo de autocontrole para não voltar para onde era conhecido.

Nesse ano, eu não tive muita disciplina, nem força de vontade, nem paciência. Cada coisa que saía do planejado me fazia querer jogar tudo pro alto, mas mantive, afinal, um ano ruim não pode tirar outros do eixo. Foi frustrante? Foi. Foi gratificante? Também. Tanto por ter mantido como ter provado para mim mesma (e só para mim mesma) que eu conseguia algumas coisas. Dentre elas:

10 anos de Blogger: uma retrospectiva

12/12/2022
Animação de uma garota de cabelo rosa na altura dos ombros sentada em uma cadeira de frente a uma mesa, estudando. Sobre a mesa, há papéis e um gato cálico dormindo com um filhote sobre ele.
Animação por Katherine Liu

Esse ano, para a minha série de retrospectivas, decidi fazer algo a mais: há meses estava com a ideia de falar sobre minha jornada no Blogger no geral, que, esse ano, vai completar 10 aninhos. Eu era só uma pimentinha curiosa que nunca imaginou que, escrevendo faria amigos, teria crises de choro, de riso, de raiva, conseguiria um jeito saudável de se expressar...

Muita gente não acredita quando falo que já tem tanto tempo que estou blogando. Sou, basicamente, a pessoa de 20 anos com 10 apenas de experiência, embora não ache que possa colocar muito do que faço no meu currículo! 😂 Ainda assim, é legal saber que mantive um hábito por tanto tempo, mesmo que não da maneira "correta".

E por isso que quero falar sobre essa minha jornada. Meu primeiro blog, criado nas minhas férias de verão de 2012, foi...

The Ssum: após tantos anos, valeu a pena?

23/11/2022
Imagem promocional do jogo The Ssum, com o personagem Teo. Ele é um rapaz coreano, de cabelos pretos e olhos violeta, trajando um casaco de couro preto e uma blusa branca por baixo, e está em um lugar com natureza ao fundo. Ele olha um pouco para baixo e esboça um sorriso.

Spoiler: por mais que doa, não valeu, não.

Descobri (ou melhor, relembrei após anos) The Ssum em seu último anúncio de adiamento, pois foi, provavelmente, a última gota d'água para muitos que aguardavam o lançamento por anos. Eu não joguei o Beta, então pensei que, depois de tanta demora, o jogo seria super promissor.

Mas, agora, com o produto final, a qualidade não corresponde à espera. A arte é feia, as falas são artificiais e sem sentido, o preço é absurdo e há muita coisa que parece não encaixar por completo ainda. E isso, infelizmente, é decepcionante vindo de um time tão competente como a Cheritz.

Minhas 5 amizades favoritas de animes e mangás

20/07/2022
Animação de Kyoukai no Kanata, onde Mitsuki abraça Mirai e Hiroomi pula em cima de Akihito.

Olá, pessoal! Feliz Dia do Amigo (que eu vou fingir que não esqueci e que só lembrei por causa da minha amiga... 😂)!

É a minha primeira vez fazendo uma postagem comemorativa, achei que essa data era uma boa oportunidade de começar a fazer por ser bem especial. Por isso, trouxe minhas amizades favoritas dos animes e mangás que acompanhei e gostei.

Acho que amizade é um tema que, infelizmente, foge muito da cabeça de muitos e geralmente ninguém costuma falar sobre, até em filmes, livros e afins. Por isso, quando encontro alguma bem marcante, fico toda feliz e confesso: me marcam bastante. Foi rápido pensar em quem eu poderia colocar aqui, foi difícil filtrar (até mesmo por falta de gifs!), mas, de todas, tive que dar destaque para...

Resenha: The Fox's Kiss, mangá de Saki Aikawa

12/06/2022
Imagem da capa do volume dois do mangá The Fox's Kiss, da autora Saki Aikawa. Nela, os personagens Iori, um yokai raposa de cabelos brancos, olhos verdes e trajando um kimono roxo, envolve Koharu, de cabelos e olhos castanhos e trajando uniforme escolar, em seus braços. Ao lado de Koharu, está Jirobo, que, com seus longos cabelos negros e roupas tradicionais, representando um Tengu, segura a mão esquerda da garota próxima a seus lábios.

The Fox's Kiss, conhecido pela internet como Koyoi, Kimi to Kiss no Chigiri wo, é um mangá que conheço há anos e que nunca deixei de gostar. Quando comecei a lê-lo, não havia, em lugar nenhum, um final traduzido. Ano passado, lembrei aleatoriamente dele e descobri que já estava licenciado em Inglês e que eu podia ler de graça, apenas assistindo anúncios. Pensa numa criança feliz: era eu!

Começamos a trama com nossa protagonista, Koharu, em sua cidade natal para acompanhar o velório de sua avó, Yukie, uma senhorinha excêntrica que sempre dizia à neta que podia ver e ajudar demônios (tradução literal de yokai).

Sem muito para fazer no campo, ela decide dar uma volta e, enquanto lembrava das histórias da avó sobre seres fantásticos, sentia que não eram apenas invenções. Bem, não precisa se perguntar muita coisa quando aparece um na sua frente, né?

Iori, um yokai raposa, estava sendo perseguido e, como estava machucado, precisava da ajuda de Yukie. Em meio a uma confusão onde o yokai se machuca ainda mais tentando proteger Koharu do monstro que o estava seguindo, nossa protagonista descobre que herdou os poderes de sua avó.

Sobre a possível volta do Orkut e a Internet de agora

01/06/2022
Colagem de imagens que remetem ao Orkut. Da esquerda para a direita: captura de tela da comunidade 'Eu Odeio Acordar Cedo', que usava a imagem do gato Garfield. O logotipo do jogo Pet Mania, da Vostu. Captura de tela do jogo Colheita Feliz, da Mentez. Abaixo, as ilustrações da campanha da Coca-cola no site.

Acho que todo mundo, a essa altura do campeonato, já deve ter ficado sabendo da possível volta do Orkut. A timeline ficou cheia de memes, lembranças dos joguinhos, das comunidades bobas e engraçadas... se você nasceu nos anos 90 ou 2000, certamente sabe do que estou falando.

Sei que a nostalgia e a saudade são incrivelmente traiçoeiras, afinal, desde o comecinho da Internet, já existiam vários crimes e babaquices online, mas é fácil perceber o quanto as coisas mudaram. Poucos deviam imaginar, nessa época, o quão útil, viciante, perigosa e desgastante poderia se tornar uma rede social no futuro.