
A gente começa fazendo o que precisa ser feito: dar os parabéns pra Hello Kitty, que faz aniversário hoje, 1º de Novembro!
Fonte: Twitter da My Melody Japão
Todo ano é quase a mesma coisa, eu prometo que vou fazer algo legal em Outubro, aí alguma coisa acontece e acabo passando o mês inteiro meio bagunçada das ideias. Vou começar a não prometer nada, talvez funcione. Já é o sexto ano seguido que eu não consigo comemorar meu aniversário direito, e ainda tem a promessa anual, que nunca se cumpre, de participar do Inktober.
Mas não é só porque o mês foi uma bagunça na minha vida pessoal, política e profissional, e que o tarô deu a carta da Morte e o 4 de Espadas pra definição do fim do mês, que ele necessariamente foi ruim. Fiz quase nada do planejado, é verdade, e tive alguns momentos de encarar a parede e dar uma leve chorada, de desespero, de ansiedade, de tudo que é sentimento junto, mas dá pra tirar algo de bom.
Esse texto vai ser quase uma colcha de retalhos, falando de várias coisas “desconectadas”, e é o que tem pra hoje, assim, consigo me destravar pra voltar a falar besteirinha.
Política, meu Deus, política!
Se você esteve minimamente conectado, acompanhou alguns jornais, ou até mesmo olhou para as ruas, deve ter visto o caos político que foi esse mês. Digo caos, porque, para a surpresa de muitos, mas não a minha, a internet foi, mais uma vez, ferramenta usada para o mal, e, com mais esforço do que deveria, conseguimos nos mobilizar contra ele. Censura, contas derrubadas, algoritmo misterioso, notícias falsas, foram quase 3 semanas de, basicamente, guerra, mas vencemos as eleições.
Não fui uma parte tão ativa na divulgação de materiais ou convertendo votos contra a monstruosidade que poderia ter se elegido, mas fiz o que dava dentro da minha segurança física e psicológica. Acabei voltando a frequentar e interagir no Twitter, coisa que eu não fazia há literalmente mais de um ano, só para acompanhar o que estava acontecendo, e fiquei frenética no Instagram, só compartilhando coisas, entrando em grupos para aumentar o número de participantes, enfim, tudo o que uma low profile de contas privadas consegue fazer.
Como ex-aluna de escola pública, ex-aluna da Universidade Federal Fluminense, pessoa com familiares que fizeram cirurgias pelo SUS, entre várias coisas, tenho orgulho de falar que deu certo e que participei desse movimento, e espero que essa movimentação toda nas ruas e nas redes ajude o pessoal a perceber que o povo tem poder.
A única coisa que ainda me assombra é a quantidade de violência e represália que está acontecendo, ao ponto que tem gente literalmente morrendo por causa de quem foi eleito. É macabro, e não vou mentir: tenho bastante medo, mas não podia simplesmente deixar de fazer minha parte, por menor que fosse.
Lembrei que gosto de algumas coisas
Falando de coisas boas, eu voltei com um jogo que havia parado de jogar há anos, que é Court of Darkness. Não sei se vou conseguir falar dele aqui com detalhe tão cedo, porque são muitas rotas, e quase todos os personagens têm dois meses de história, então confiem em mim que rende bastante e me dá um espacinho para ser, de novo, parte de um fandom, de uma comunidade.
E, em meio a essa redescoberta, me percebi lembrando que eu também gosto de escrever fanfic! Eu cheguei a publicar uma na minha conta misteriosa do Archive Of Our Own por volta de 2021, e costumava imaginar várias quando mais nova, mas, depois que entrei na faculdade e comecei a trabalhar, meu lado fã ficou bem menos criativo e mais passivo.
Vira e mexe me pego pensando “e se personagem X fosse diferente?”, e, com muito mais frequência, me pergunto como seria uma protagonista como eu. Tô velha pra fazer self-insert? Não sei, Dante fez o mesmo em A Divina Comédia e é aclamado até hoje, então me inspirarei nele.

“Bom argumento. Para sua infelicidade, eu escrevi um livro onde eu sou o maioral e você queima no inferno.”
Não sei se vou postar, ou sequer divulgar, pois existe uma certa graça em não se prender nas opiniões das pessoas, até mesmo porque, né, o pessoal acaba sendo bem rude quando quer. Mas veremos, quem sabe, talvez, eu mude de ideia e decida colocar em algum lugar.
Eu tô lendo tarô de novo
Eu já mencionei que gosto de tarô e cartomancia aqui, mas, agora, tenho meu próprio baralho Rider-Waite, e ele tem me acompanhado desde então para resolver algumas dúvidas gigantes que tenho. É uma boa ferramenta de autoconhecimento, e, principalmente, algo que me conecta com estudo e espiritualidade.
Meu baralho é uma versão pirata do Luna’s My Melody Tarot que ganhei de presente no começo do ano. Está sendo muito legal fazer correlações com simbologias e estudar, no pouquíssimo tempo livre, os significados das cartas, e ter momentos de introspecção.
Mesmo que eu não seja mais tão cronicamente online como era antes, como já falei no primeiro tópico, foi difícil de ficar longe, porque tudo acontecia rápido demais, então o momento de olhar para dentro ficou mais escasso. E, pra completar, ter um emprego é bom, mas tira as energias de dentro de nós, então eu aceito ajudas espirituais para voltar pro eixo.
Todo dia outra decepção com as redes
Perdoem-me por arranhar o disco, e prometo que essa seção vai ser curta. Se você não está nem minimamente irritado com a Meta depois desse mês, tanto com as questões das eleições, como aumento do treinamento de Inteligência Artificial Generativa e a piora dos serviços no geral, eu só digo que queria um pouco dessa apatia.
Agora que não preciso mais estar nelas, estou querendo me refugiar um pouco offline, também. Sinto que o pessoal está muitíssimo mais irritado, qualquer coisinha inflama, gera briga, misericórdia, tem gente precisando de um hobby. Digo isso porque eu fiquei irritável também, não me removo da equação.
O momento era crítico, concordo, e tem muito mais coisas acontecendo, mas não acho que isso é abertura pra desrespeito.
Mas a internet também traz coisa boa
Tive meu blog saindo da bolha pela segunda vez, de um jeito, até agora, positivo. O primeiro texto meu a atingir mais pessoas foi o que falei sobre meu processo de desintoxicação dos algoritmos e redes no geral. Foi uma surpresa positiva ver tanta gente num estágio similar.
O segundo foi o texto passado, mesmo que em escala menor. Muita gente com opiniões divergentes em relação a qual plataforma usar para publicar textos, e eu achei interessante lê-los e avaliar alternativas.
Só queria agradecer, mesmo. Eu ainda não criei o hábito de comentar muito em outros blogs, até porque a maioria dos que conheço agora não têm espaço para comentários. É verdade que eu postaria independente de ter gente lendo, mas não deixa de ser maneiro de ter outros pontos de vista.
E é só tudo isso
Eu não estou ainda processando que esse ano está sendo isso aí tudo porque, ao mesmo tempo que aconteceu muita coisa, não aconteceu nada de muito empolgante positivamente. Mas a gente vai levando, não vamos desistir.
Ainda tem muita coisa que quero tentar fazer, e sinto que parte disso também é minha desorganização, eu ainda acho um pouco difícil colocar as coisas em ordem, e o número delas não para de crescer. Não é exatamente ruim: eu prefiro sofrer por não conseguir fazer todas as coisas que quero a não querer nada. Ainda assim, não significa que não é sofrido.
Com tudo dando certo (e eu espero que dê, pela minha sanidade), eu volto a me dedicar a criticar coisas com carinho e, mais ainda, a falar de coisas legais. Não está sendo fácil viver nesse mundo moderno, galera, não está! E eu realmente não queria ter que me preocupar com tanta coisa! Mas a gente vai levando aos poucos, não dá pra ganhar todas as brigas de uma vez.
Vamos bebendo água, se cuidando, fazendo coisas relaxantes, tocando a grama afora e vivendo um dia de cada vez. Descansar um pouco, porque a gente merece.
Espero poder encontrar todo mundo bem no próximo texto! 💖

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